Um serviço pela inclusão, a paz e a diversidade

O Brasil ostenta um recorde do qual não devemos nos orgulhar: é o país onde mais se mata travestis e transexuais. Isso é resultado de uma discriminação generalizada que, quando não acaba em violência física, exclui. Segundo a Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (RedeTrans), 82% das mulheres transexuais e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e 18 anos por discriminação na escola e, muitas vezes, por falta de apoio familiar. Sem opção, 90% acabam na prostituição. No caso dos homens trans, o que lhes resta geralmente é o desemprego e o subemprego, consequências dessa mesma discriminação transfóbica.

É na luta pela inclusão dessa população que surgiu o Transerviços, site que agrega serviços amigáveis para transexuais e travestis e disponibiliza oportunidades de trabalho oferecidas por eles e por elas. Há também uma seção no site para desconstruir mitos sobre pessoas trans e travestis, afinal, a informação é a melhor arma contra o preconceito. O site foi idealizado por Daniela Andrade, funcionária da ThoughtWorks, e desenvolvido com o apoio da empresa.

Uma iniciativa inovadora e relevante como essa merecia ampla divulgação. Nossa estratégia de PR envolveu veículos gerais de imprensa, blogs e influenciadores, buscando um maior alcance da mensagem na ocasião do lançamento do site, no final de junho. Nos primeiros dias, a revista Brasileiros e o portal Hypeness publicaram nota sobre o Transerviços e, em sua página no Facebook, o coletivo Transfeminismo falou sobre a iniciativa. O post recebeu enorme atenção, com mais de 700 curtidas e 800 compartilhamentos.

Mais tarde, novas publicações vieram. Sul 21, As Boas Novas, Razões Para Acreditar, Brasil de Fato, O Tempo, HuffPost Brasil, Exame.com, G1, O Globo (impresso), Nexo, Extra e Vice escreveram sobre o Transerviços, em sua maioria destacando a parceria com a ThoughtWorks no desenvolvimento do site. Pautamos grandes veículos e levamos o debate para as redes sociais, para as rodas de conversa, para dentro das casas. Além de gerar visibilidade para o projeto, conseguimos levantar uma discussão necessária e urgente sobre a exclusão dessa população no Brasil e demos mais um passo na busca por um país mais pacífico, igualitário e diverso.

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